Música popular com poesia

Opa! Hoje temos uma poesia nova em forma de letra musicada. A banda se chama Comadre Fulozinha e tem como base a percussão e as vozes, numa mistura de ritmos como coco, baião e ciranda com influências variadas. São usados instrumentos como bombo, zabumba, congas, djembê, ilú, saxofone, cavaquinho, violão e rabeca, criando uma linguagem própria e cheia de personalidade. Essa música popular é sensacional! Letra bem escrita com melodia grandiosa.

Mas se tratando de literatura, que tal tentarmos encontrar algumas figuras de linguagem? Eu já encontrei algumas... Quem se candidata?

Saí Passada

Intérprete: Comadre Fulozinha 
Composição: Karina Buhr


Eu lembro que eu passei a saia
fui com minha saia passear
a rua prateada ficava
quando te via passar

No dia que eu te disse saia daqui
eu fui pra nunca mais voltar
e ficava na beira da calçada
olhando a vida passar

ai meu coração...

Eu voltei foi
pra te dar uma rosa
e também
queria te dar uma rosa
eu voltei foi
pra te dar uma rosa
e também
queria voltar pra cá

Sentindo profundamente a tua falta
e com a dor de quem sente alguma coisa
pensei em te dar uma rosa
ou melhor, um armário
armário cheio de gavetas
gavetas cheias de rosas 








Poeta do Pantanal

                                                 Manoel 
                                             de 
                                                  Barros

 

"Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando."

Pavilhão Sonoro



Oba! Cuiabá está cheia de atividades culturais legais e baratas, e muitas são gratuitas! Pra esta semana a  Secretaria de Estado de Cultura realiza através do Pavilhão das Artes o projeto Pavilhão Sonoro, no dia 30 de junho, às 20 horas, no Palácio da Instrução – Praça da República, Centro de Cuiabá.

Estarão presentes artistas locais e de outras cidades. Teremos o Divino Arbués, Grupo Malê do (Araguaia), Paulo Monarco, Amauri Lobo e Fidel Fiori (Cuiabá) são os artistas convidados dessa edição.

E o melhor: Com ENTRADA FRANCA!
Informações: (65) 3613 9230

Crônica em pauta



Como será daqui pra frente? 

Elida Kronig   

Estive vendo as novas regras da ortografia. Na verdade, já tinha esbarrado com elas trilhares de vezes, mas apenas hoje que as danadas receberam uma educada atenção de minha parte. Devo confessar que não foi uma ação espontânea. Que eu me lembre, desde o ano retrasado que uma amiga me enche o saco para escrever a respeito. O faço com a esperança de que diminua o volume de e-mails e torpedos que ela me envia. Em suma, que as novas regras ortográficas a mantenham sossegada por um bom tempo.

Cai o trema!

Aliás, não cai... Dá uma tombadinha. Linguiça e pinguim ficam feios sem ele mas quantas pessoas conhecemos que utilizavam o trema a que eles tinham direito?
Essa espécie de "enfeiação" já vinha sendo adotada por 98% da população brasileira. Resumindo, continua tudo como está.

Alfabeto com 26 letras?

O K e o W são moleza para qualquer internauta, que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa. A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se comum com os animes japoneses, que tem a maioria de seus personagens e termos começando com y. Esta regra tiramos de letra. O hífen é outro que tomba mas não cai. Aquele tracinho no meio das vogais, provocando um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora convivem harmoniosamente na mesma palavra. Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola, auto-ajuda adotou autoajuda. Agora, pasmem! O que era impossível tornou-se realidade. Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura viraram amantes, mais inseparáveis que nunca. Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura. Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los? Epa! E estraga-prazer, como fica? Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet.

Huuummm... Achei!

Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas, cada uma com suas próprias obrigações. Explicam que a sociedade entre elas não passa de uma simples parceria. Nem quiseram se prolongar no assunto. Para deixar isso bem claro, vão manter o traço.

Na contra-mão, chega um paraquedista trazendo um paralama, um parachoque e um parabrisa - todos sem tracinho.
Joguei tudo no porta-malas pra vender no ferro-velho. O paraquedista com cara de pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando o banhei com água-de-colônia numa banheira de hidromassagem.

Então os nomes compostos não usam mais hífen? Não é bem assim.

Os passarinhos continuam com seus nomes: bem-te-vi, beija-flor. As flores também permanecem como estão: mal-me-quer.

Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a retirar o tracinho e a delicada erva-doce nem está sabendo do que acontece no mundo do idioma português e vai continuar adotando o tracinho.

As cores apelaram com um papo estranho sobre estarem sofrendo discriminações sexuais e conseguiram na justiça, o direito de gozarem com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque, vermelho-acobreado, lilás-médio...

As donas de casa quando souberam da vitória da comunidade GLS, criaram redes de novenas funcionando por 24hs, para que a feira não se unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite:

- Deixe o traço!

Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais, mantiveram o hífen.
Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas: médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar.

Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo trauma de ler muitas pérolas do Enem e Vestibular. Só por precaução... Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança. No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome (Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo, há um monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa! Acho que algumas regras pra este tracinho, até que simpático, foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação nas novas regras? O R no início das palavras vira RR na boca do carioca. Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara), pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate). Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio, rrebola e não rebola. 

Pois bem, numa das tombada do hífen, o R dobra e deixa algumas palavras com jeito carioca de ser: autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrar desta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.

Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai...
Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista.
Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas. 

O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo com o pós-parto de uma camela pré-histórica que ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles.
Já o pró - um chato por natureza, foi completamente ignorado. Só assim manteve o tracinho: pró-labore, pró-desmatamento.
A vogal e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro: anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou começando a achar que as vogais são semi-hostis com as consoantes...
O interessante é que as vogais quando estão próximas umas das outras, não tem essa de arquiinimigas. Fizeram lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram?
Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas: microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar...
 
Uma inovação interessante:
- Podem esquecer o mixto , ele foi sumariamente despedido. Puseram o misto no lugar dele.
Fiquei bolada com essa exceção: o prefixo co não usa mais hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e coordenado, que sempre estiveram juntas.
Não estou me lembrando no momento, de nenhuma palavra que use co com tracinho.
Será que sempre escrevi errado? Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo.
 

Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia.
O acento do créu continua porque tem o U logo depois. Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa...
Resta o consolo em saber que continuamos vivendo tendo um belíssimo céu como chapéu.

O Cubo Negro do Artista Plástico Herê Fonseca

Depois da Inauguração da exposição "Cubo Negro" na Universidade Federal de Mato Grosso e, após passar pelo museu de Arte e Cultura Popular, a exposição chega ao Pavilhão das Artes.

Nesta exposição, Herê Fonseca extrai da escurião as imagens que vão revelar de dentro de um cubo negro, o amálgama de uma plástica que externa e formaliza sem recursos intermediários, a linguagem primitiva do desenho.

Pintor, escultor e investigador das formas. Mineiro de Alfenas residiu no Rio de Janeiro e em Piracicaba, São Paulo e atualmente em Cuiabá, Mato Grosso.É formado em Artes Plásticas, com licenciatura em Educação Artística - Tatuí - São Paulo. Dentre muitos trabalhos, Herê participou do projeto Porto à Deriva e de Intervenções artísticas no espaço da UFMT em Cuiabá. Além de tudo, Herê é professor de Educação Artistica.

A exposição no Pavilhão das Artes tem sua inauguração no dia 15 de Junho às 20 horas no Salão nobre.
 Texto extraído do blog: http://www.pavilhaodasartes.com/

Literatura na TV

Atualmente, dizem que na TV aberta não passa programação legal. Tudo bem! Sabemos que têm muitos programas sem graça, que não acrescentam nadinha nas nossas vidas. Por outro lado, encontramos TVs públicas como a TV Cultura (de São Paulo) e a TV Brasil que possuem uma rede de programas interessantes, com o objetivo de entrenimento e cultura. 

Hoje a dica é de uma série que se chama Tudo que é sólido pode derreter. Ela é coberta de narrativas sobre a vida de Thereza, uma adolescente que estuda em escola pública e que se delicia com as obras da literatura brasileira. Tudo isso acontece em meio às histórias da adolescente, a sua relação com a família, com as amigos e, principalmente, com as inquietações interiores.

Uma série com roteiros bem escritos, que relaciona a atualidade com a visão dos autores das obras clássicas de nossa literatura. Vale à pena conferir!

Para ver os episódios: http://www.tvcultura.com.br/tudooqueesolido/secoes/a_serie/
E agora foi lançado o livro da série:  http://bloglivros.com/index.php/2011/03/28/info-tudo-o-que-e-solido-pode-derreter-de-rafael-gomes/

Literatura de informação e catequese: Quinhentismo


 Padre José de Anchieta: representante do início da literatura brasileira


Quinhentismo (século XVI) 
Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação ( de viagem ) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Texto retirado do site: http://www.suapesquisa.com/literaturabrasil/

De lagarta à borboleta

O nosso conteúdo é rodeado de informações sobre a Revista de Literatura Borboletras que é produzida pelos alunos do curso de Letras da UFMT junto à Coordenação. Postamos também notícias e dicas bacanas sobre as artes, cultura e entrenimento.

Equipe do Blog:

Letras 2º ano

Fernanda Negro
Giselle Marques
Márcio Jean